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    Restringir marketplaces encarece medicamentos e reduz acesso, diz Câmara Brasileira da Economia Digital
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    São Paulo  – A Câmara Brasileira da Economia Digital (camara-e.net) avalia que limitar a venda de medicamentos em marketplaces pode prejudicar o consumidor ao reduzir a concorrência e o acesso a diferentes opções de compra.
    A entidade defende que a ampliação de canais, com manutenção das regras sanitárias, tende a aumentar a transparência de preços e pressionar custos para baixo. Segundo estudo preliminar da Fundação Getulio Vargas (FGV), marketplacesampliam a competição ao permitir comparação direta entre ofertas, reduzir custos de busca e de transação e expandir o alcance geográfico das farmácias, inclusive em regiões com menor cobertura física e nas situações de restrição de mobilidade.
    O estudo também aponta ganhos de eficiência logística, maior diversidade de produtos disponíveis e potencial de inclusão de pequenas e médias farmácias em um mercado mais amplo, com efeitos positivos sobre acesso e bem-estar do consumidor.
    A camara-e.net ressalta que qualquer modelo de operação deve seguir integralmente as regras sanitárias vigentes. Conformidade não é atributo de um modelo específico: é requisito de todos. O que a entidade defende é que as regras sejam aplicadas de forma proporcional e consistente, permitindo inovação responsável sem abrir mão da segurança do consumidor.
    A entidade também ressalta que plataformas responsáveis operam em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), garantindo que informações sensíveis de saúde dos consumidores sejam tratadas com segurança e transparência.
    Na prática, restringir marketplaces significa menos opções, menor concorrência e preços mais altos — um resultado que penaliza diretamente quem mais precisa de acesso a medicamentos. Por isso, a camara-e.net defende que o caminho é ampliar canais com regras claras, garantindo concorrência, acesso e segurança para o consumidor.

    Sobre a camara-e.net
    Fundada em 2001, a Câmara Brasileira da Economia Digital (camara-e.net) é a principal entidade multissetorial da América Latina, segundo a OCDE, e a de maior representatividade na promoção do desenvolvimento integrado e sustentável da economia por meio do aprimoramento de serviços e plataformas digitais. A organização forma consenso no setor perante os principais agentes públicos e privados, nacionais e internacionais. A camara-e.net desempenha um papel importante na promoção da segurança nas transações eletrônicas, na formulação de políticas públicas alinhadas aos anseios da sociedade moderna e, especialmente, no aprimoramento de marcos regulatórios setoriais que dão suporte legal às medidas de incentivo necessárias para o desenvolvimento do Brasil.

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