“O dado de 0,20% não assusta isoladamente, mas revela que a inflação segue mais resistente nos serviços e nos itens menos voláteis, refletindo custos elevados e repasses ainda presentes na economia”, André Matos, CEO da MA7 Negócios
“O IPCA-15 indica que a inflação começa o ano em um ritmo mais comportado, mas ainda com pressões concentradas em alguns segmentos sensíveis ao consumo das famílias, especialmente serviços e itens essenciais. Isso mostra que o processo de desinflação está em curso, porém ainda desigual, o que exige cautela do Banco Central. Para o mercado, o dado tende a reduzir a percepção de risco inflacionário no curto prazo, favorecendo maior estabilidade em juros e câmbio. Para o investidor, o cenário reforça a importância de diversificação e de ativos capazes de atravessar um ambiente de crescimento moderado e inflação ainda resiliente. No pano de fundo, o alerta segue sendo o cenário global, que pode reintroduzir volatilidade via câmbio e commodities”, Sidney Lima, Analista da Ouro Preto Investimentos.
“A leitura do IPCA-15 mostra um contraste importante para quem lidera negócios e investe em startups. O índice mensal desacelerou para 0,20%, mas o acumulado em 12 meses permanece em 4,50%, prolongando o ciclo de custo de capital elevado. A aceleração de Alimentação e bebidas para 0,31% e a alta dos combustíveis em 1,25% pressionam consumo, logística e margens. Nesse cenário, o mercado passa a premiar empresas com eficiência, governança e geração de caixa, enquanto modelos dependentes de capital abundante perdem espaço. O dado reforça que 2026 segue sendo um ano de seletividade e maturidade para o ecossistema empreendedor”, João Kepler, CEO da Equity Group.
“A prévia da inflação de janeiro mostra uma economia que começa o ano ainda pressionada por núcleos sensíveis, especialmente em saúde e cuidados pessoais, o que indica que o processo de desinflação não é linear. O dado de 0,20% não assusta isoladamente, mas revela que a inflação segue mais resistente nos serviços e nos itens menos voláteis, refletindo custos elevados e repasses ainda presentes na economia. Os setores mais afetados tendem a ser aqueles intensivos em serviços e mão de obra, como saúde, educação, serviços pessoais e parte do varejo, além de empresas com menor poder de repasse de preços. Para essas áreas, margens continuam pressionadas, principalmente em um ambiente de juros altos e crédito mais seletivo. O mercado deve reagir com cautela, reforçando a leitura de que o Banco Central seguirá firme na condução da política monetária. Para o investidor, a postura ideal é defensiva e seletiva: priorizar ativos com proteção inflacionária, fluxo de caixa previsível e menor dependência de alavancagem, sem descartar oportunidades táticas, mas com disciplina. O alerta vem do cenário global. A combinação de juros elevados por mais tempo nas economias centrais, tensões geopolíticas e volatilidade nos preços de commodities pode gerar choques inflacionários pontuais. Nesse contexto, o Brasil precisa manter a credibilidade monetária, porque qualquer ruído externo pode rapidamente se traduzir em pressão sobre câmbio, inflação e expectativas”, André Matos, CEO da MA7 Negócios.
“O resultado de janeiro traz um alívio pontual, mas o acumulado de 4,50% em 12 meses mostra que o custo de vida segue pressionado. A alta da alimentação fora do domicílio, em 0,56%, e dos combustíveis, em 1,25%, impacta diretamente o orçamento das famílias e a capacidade de planejamento. Nesse contexto, cresce a busca por estratégias que ofereçam previsibilidade e renda recorrente, reduzindo a dependência de ciclos curtos de mercado. O dado reforça que organizar o patrimônio e estruturar decisões financeiras é essencial para atravessar um período ainda marcado por inflação no limite da meta”, Pedro Ros, CEO da Referência Capital.
“A composição do IPCA-15 indica por que o crédito segue seletivo em 2026. Mesmo com o índice geral em 0,20%, a inflação acumulada em 4,50% sustenta taxas elevadas e restringe o crédito bancário tradicional. A alta de custos essenciais, como combustíveis em 1,25% e alimentação no domicílio em 0,21%, pressiona o caixa das empresas e aumenta a demanda por soluções estruturadas. Nesse contexto, operações bem desenhadas, com fluxo claro e garantias sólidas, ganham espaço ao conectar empresas que precisam de capital a investidores em busca de retorno ajustado ao risco”, Gustavo Assis, CEO da Asset Bank.
“O dado de janeiro reforça que o ambiente para venture capital segue exigente e tecnicamente orientado. Mesmo com a inflação mensal mais contida, o acumulado de 4,50% em 12 meses mantém o custo de capital elevado, prolonga juros restritivos e sustenta um cenário em que o dinheiro é mais caro e o risco precisa ser melhor precificado. A pressão em itens essenciais, como alimentação e combustíveis, afeta diretamente o poder de consumo e a estrutura de custos das empresas, reduzindo margem de erro para modelos de negócio pouco eficientes. Para as startups, isso significa operar com gestão rigorosa de caixa e foco em tração real, não apenas em crescimento acelerado. Em ciclos como esse, o ecossistema tende a se fortalecer pela disciplina. O capital passa a ser direcionado a negócios resilientes, inovadores e com fundamentos consistentes, onde governança, previsibilidade de receita e capacidade de execução se tornam os principais diferenciais competitivos”, Antonio Patrus, Diretor da Bossa Invest.
“O IPCA‑15 de janeiro confirma que a inflação no país segue em trajetória de desaceleração, refletindo de forma clara o impacto da política monetária restritiva. A leitura de 0,20%, abaixo do esperado, e o acumulado em 12 meses exatamente no teto da meta mostram que o juro alto continua cumprindo seu papel de ancorar expectativas, mesmo em um início de ano marcado por sazonalidades típicas como férias, maior demanda por serviços e maior volatilidade nos alimentos. Apesar da aceleração pontual em itens como hortifrutis e serviços, a composição do índice é benigna, grupos voláteis como habitação e transportes ajudaram a suavizar o resultado, enquanto os setores mais sensíveis à inflação não mostraram pressões persistentes. Para o mercado, e considerando a postura conservadora que o Banco Central segue adotando, o dado reforça o cenário de manutenção da Selic na reunião desta semana e reforça a expectativa do início do ciclo de cortes em março. Para o investidor, o momento pede equilíbrio aproveitando oportunidades em renda fixa prefixada e papéis indexados à inflação, ao mesmo tempo em que monitora setores da Bolsa mais dependentes de juros. O alerta vem do cenário global, num momento em que o Federal Reserve decide os juros nesta quarta‑feira e deve mantê‑los estáveis, enquanto aumentam as tensões geopolíticas, com novas ameaças de tarifas pelos Estados Unidos, e a desaceleração da economia chinesa segue pressionando a demanda por commodities. Esses fatores mantêm o ambiente externo mais instável e podem elevar a volatilidade nos mercados”, Peterson Rizzo, Gerente de R.I da Multiplike.
“Ao detalhar o índice, o IPCA-15 revela sinais relevantes para o mercado de crédito estruturado. A maior pressão veio de Saúde e cuidados pessoais, com 0,81%, puxada por higiene pessoal, que subiu 1,38%, enquanto Habitação caiu 0,26%, influenciada pela queda de 2,91% na energia elétrica residencial. Para os FIDCs, essa composição indica que a demanda por crédito segue ativa, mas com maior atenção à capacidade de repasse de custos e à previsibilidade dos recebíveis. Em um ambiente de inflação ainda elevada no acumulado e a governança das operações continuam sendo decisivas para o investidor”, Edgar Araújo, CEO da Azumi Investimentos”, Edgar Araújo, CEO da Azumi Investimentos.
“Para o investidor, o IPCA-15 evidencia um descompasso frequente entre o índice e a percepção do dia a dia. Embora a inflação mensal tenha ficado em 0,20%, itens sensíveis como higiene pessoal, com alta de 1,38%, e planos de saúde, com 0,49%, continuam pressionando o orçamento. Esse cenário reforça a importância de educação financeira e de estratégias de longo prazo, baseadas em diversificação e disciplina. Em um ambiente de inflação persistente e juros elevados, produtos como ETFs ajudam a diluir riscos e a manter o foco além da oscilação de um único mês”, Fábio Murad, Economista e CEO da Super-ETF Educação.


