Vivien Mello Suruagy reitera que governo está indo contra a vontade da maioria do Congresso e que reoneração vai causar desemprego
A presidente da Federação Nacional de Call Center, Instalação e Manutenção de Infraestrutura de Redes de Telecomunicações e de Informática (Feninfra), Vivien Mello Suruagy, disse nesta quarta-feira (dia 28) que descarta aceitar um novo Projeto de Lei (PL) do governo federal que seja diferente do aprovado pelo Congresso, ou seja, estendendo a desoneração da folha de pagamento dos 17 setores que mais empregam no País até 2027.
“Não vamos aceitar qualquer projeto que repita exatamente o teor da Medida Provisória que foi retirada na terça-feira e que acabava com a desoneração como foi aprovada pelos parlamentares. Isso contraria a vontade da maioria do Congresso. A reoneração prejudica os planos das empresas e os trabalhadores, gerando crise e desemprego”, afirmou.
“Reitero que estamos sempre receptivos a analisar e debater qualquer sugestão de melhoria nas leis, inclusive na Lei da Desoneração”, declarou. Mas ela reforçou que eventuais novas regras devem vigorar somente após 2027, quando termina a atual desoneração.
“Não adianta nada repetir os mesmos erros da medida provisória. A maioria dos congressistas já entendeu que a desoneração gera empregos e investimentos e certamente vai rejeitar qualquer projeto em contrário, como já ocorreu quando derrubaram o veto do governo em 2023”, explicou.
“O fim da desoneração vai triplicar a folha de pagamentos dos salários. O governo está colocando em risco investimentos e os empregos dos trabalhadores e isso não será aceito”, finalizou.


