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    Banco do Nordeste compartilha experiência do semiárido em evento internacional na Guatemala
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    Salvador (BA) – O Banco do Nordeste apresentou, nesta semana, na Cidade da Guatemala, a experiência brasileira no financiamento e fortalecimento da agricultura familiar durante a oficina de encerramento do projeto “Zoneamento Agrícola de Risco Climático e Recursos Hídricos (ZARC)”. O evento marcou o fechamento de um ciclo de dois anos de cooperação técnica entre países do Corredor Seco Centro-Americano.

    A iniciativa integra o Programa de Cooperação Sul-Sul Brasil da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura Familiar), é coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores do Brasil (MRE), e reúne representantes da Guatemala, Honduras e El Salvador, além de instituições de pesquisa e organismos internacionais, com foco na redução de riscos agroambientais e no fortalecimento da resiliência climática na região.

    Durante o painel “Experiência Integral das Políticas Públicas do Brasil: caso semiárido”, o superintendente estadual do Banco do Nordeste na Bahia, Pedro Lima Neto, apresentou o modelo de atuação da instituição, destacando a integração entre crédito rural, gestão de risco e assistência técnica como elementos centrais para o desenvolvimento sustentável no campo. “A experiência do semiárido brasileiro mostra que é possível transformar realidades a partir da combinação entre informação climática, políticas públicas e instrumentos financeiros. Esse modelo fortalece a produção, reduz riscos e amplia oportunidades para a agricultura familiar”, afirmou.

    A apresentação integrou um debate com especialistas brasileiros, incluindo representantes da Embrapa e do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, que destacaram o papel do ZARC como ferramenta estratégica para o planejamento agrícola baseado em evidências. Ao longo do projeto, foram desenvolvidas bases de dados climáticas e produtivas, elaborados mapas de risco e validadas recomendações técnicas adaptadas às realidades locais, além do fortalecimento de capacidades institucionais nos países participantes.

    A participação do Banco do Nordeste ocorreu por meio de seminários técnicos e intercâmbio de experiências ao longo de dois anos, com foco na aplicação prática do crédito orientado e na redução da vulnerabilidade produtiva em regiões sujeitas à variabilidade climática. Para o superintendente Pedro Lima Neto, a cooperação internacional amplia o alcance de soluções já consolidadas no Brasil. “É uma honra representar o Banco do Nordeste e levar nossas experiências para além das fronteiras, contribuindo para o fortalecimento da agricultura familiar em outros países e para a construção de sistemas produtivos mais resilientes e sustentáveis”, destacou.

     

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