-Publicidade -

    Benefícios como seguro e previdência são prioridade para 48,4% dos trabalhadores de plataformas
    B

     

    O avanço do trabalho mediado por aplicativos consolidou uma força de trabalho essencial para o funcionamento da economia digital brasileira, mas ainda distante de condições consideradas estáveis ou sustentáveis. Uma pesquisa inédita do GigU, em parceria com a Jangada Consultoria de Comunicação, revela que a percepção de dignidade entre entregadores e motoristas segue diretamente vinculada à remuneração e à relação com as plataformas — uma relação que permanece assimétrica e pouco transparente.

     

    Cerca de 96,4% dos trabalhadores afirmam que aumentar o ganho por corrida ou entrega é a mudança mais urgente para que a atividade se torne, de fato, sustentável. A quase unanimidade expõe o esgotamento de um modelo que combina alta dependência econômica, volatilidade diária e crescente competição por chamadas.

     

    A pressão financeira aparece acompanhada de outros fatores estruturais: para 75,1%, reduzir as taxas cobradas pelas plataformas é igualmente decisivo, o que reforça que não se trata apenas de ganhar mais, mas também de perder menos ao longo do trajeto. Já a segurança no trabalho, apontada por 58,8%, ganha peso diante do aumento de assaltos, acidentes e zonas de risco, elementos que tornam a atividade ainda mais vulnerável.

     

    A relação entre plataformas e trabalhadores também emerge como ponto sensível. Mais transparência é citada por 57,2% dos entrevistados, especialmente no que diz respeito a bloqueios, critérios de nota, variação de ganhos e regras de repasse. O atendimento e suporte, mencionado por 54%, aparece como outro gargalo relevante, frequentemente associado à dificuldade de resolver problemas urgentes enquanto se depende do app para gerar renda.

     

    Mesmo temas historicamente ausentes da agenda do trabalho por aplicativo começam a ganhar espaço. Quase metade (48,4%) afirma que benefícios como seguro-saúde, previdência ou licença remunerada ajudariam a tornar a ocupação mais sustentável, um sinal de que a discussão sobre proteção social está amadurecendo dentro da própria categoria.

     

    “O mercado cresceu rápido, mas as condições de trabalho ficaram para trás. Os dados mostram que os trabalhadores desejam previsibilidade, segurança e reciprocidade nas relações. Não é apenas uma reivindicação econômica, é um pedido por um modelo minimamente equilibrado”, diz Luiz Gustavo Neves, CEO e co-fundador da fintech.

     

    No conjunto, os resultados indicam que as plataformas ganharam escala, mas ainda não entregam o mínimo necessário para que quem sustenta a operação possa considerar esse trabalho digno e duradouro. O debate, agora, é se o setor conseguirá ajustar suas bases antes que o custo social dessa nova economia se torne ainda maior.

     

    GigU

    O GigU é um copiloto inteligente que ajuda motoristas e entregadores de aplicativos a otimizar sua performance financeira e aumentar a segurança em suas atividades diárias. Com tecnologia voltada para análise de dados e tomada de decisões, o app oferece insights estratégicos para tornar o trabalho por aplicativo mais eficiente e sustentável.

    -Publicidade -
    spot_img

    Relacionadas

    -Publicidade -