Já o Espírito foi o que mais cresceu durante o mesmo período, impulsionado pelos pilares potencial de mercado e capital humano
São Paulo é o estado com os melhores resultados econômicos do país considerando os últimos três anos, de 2023 a 2025. A conclusão faz parte “Ranking de Competitividade dos Estados 2026 – Eleições”, novo estudo do Centro de Liderança Pública (CLP) que faz um raio-X para entender os resultados das gestões estaduais. A ideia é que o estudo seja uma ferramenta que para qualificar o debate eleitoral com base em dados e evidências.
Os dados foram apresentados nesta quarta-feira (6), em Brasília, durante evento do Conselho Nacional de Secretários do Planejamento (Conseplan).
São Paulo alcançou a liderança porque teve bom desempenho em três dos quatro pilares da dimensão economia. O estado foi líder em infraestrutura nos últimos três anos. Em inovação, foi primeiro lugar em 2023 e 2024 e terceiro em 2025. Já em capital humano, conquistou a terceira posição no primeiro ano e a quinta no restante do período analisado.
Em segundo e terceiro lugares aparecem Santa Catarina e Paraná, o que indica forte concentração no eixo Sul-Sudeste de líderes consistentes, ou seja, que se mantém no topo ao longo dos anos.
Além de mapear as posições, o estudo também indica quais estados mais cresceram em economia. Líder nesse recorte, o Espírito Santo passou do 10º lugar para o 7º ao longo dos três anos. O destaque foi a performance em potencial de mercado, saindo da 26ª posição para a 17ª. Em capital humano, passou do 11º lugar para o 9º.
Além do Espírito Santo, Paraíba e Sergipe, acompanhados de perto por Bahia, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Piauí também se destacaram pelo crescimento de posições. Esse desenho sugere que o maior dinamismo do período não ficou restrito aos estados tradicionalmente mais bem colocados em nível, mas se distribuiu sobretudo entre estados do Nordeste, com apoio relevante do Sudeste e do Centro-Oeste.
“O estudo busca qualificar o debate eleitoral com base em evidências concretas, ao mesmo tempo em que chama atenção não apenas para quem está na liderança, mas também para os estados que vêm mostrando evolução. A proposta é incentivar políticas públicas mais eficientes e orientadas a resultados”, afirmou Tadeu Barros, diretor-presidente do CLP.
A dimensão de Economia avalia o desempenho dos estados com base em quatro pilares centrais: potencial de mercado, inovação, infraestrutura e capital humano. Esses indicadores ajudam a medir a capacidade econômica das unidades da federação e o ambiente para crescimento e desenvolvimento.
Gestão pública
Segundo o ranking, Maranhão é o estado que mais evoluiu em gestão pública considerando os últimos três anos, de 2023 a 2025.
O estado ganhou 11 posições no ranking estadual de gestão pública, saindo do 20º lugar em 2023 para o 9º em 2025. O grande responsável por esse crescimento foi o pilar de solidez fiscal. Nessa área, Maranhão subiu 12 colocações em todo o período. Já em eficiência da máquina pública, melhorou quatro posições.
As regiões Sul e Sudeste, citando como exemplo São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio de Janeiro, mantêm presença entre as melhores posições, mas apresentam, em geral, menor intensidade de crescimento, refletindo maior estabilidade.
Espírito Santo destaca-se pela consistência nas primeiras posições dentro do triênio. Em 2023, o estado era o terceiro colocado; em 2024, era o segundo e, em 2025, o primeiro. Solidez fiscal também consolidou a permanência no top-3. Neste pilar, o estado foi segundo lugar no primeiro ano de análise e o primeiro nos dois outros anos. Além disso, em eficiência da máquina pública, subiu quatro posições.
Ranking focado em eleições
O CLP elaborou o “Ranking de Competitividade dos Estados 2026 – Eleições”, levantamento que mapeou a performance dos estados em economia, segurança pública, gestão pública, sociedade e meio ambiente. A iniciativa utiliza a série história do Ranking de Competitividade dos Estados para oferecer um diagnóstico mais aprofundado da gestão dos governadores.
O estudo revela dois rankings diferentes: um ranking mostra a posição atual de cada estado, indicando como ele está hoje em termos de desempenho e competitividade; o outro mostra quais estados estão avançando mais rápido, destacando o ritmo de evolução recente, independentemente da posição em que se encontram. A distinção é importante para evitar interpretações equivocadas. Um estado pode aparecer bem-posicionado no ranking, mas sem avanços recentes, enquanto outro, mesmo em posições inferiores, pode apresentar crescimento acelerado.
O estudo analisou os 26 estados brasileiros e se concentrou no período de 2023 a 2025. Para garantir uma comparação justa entre os estados, os dados foram selecionados com base em critérios técnicos, assegurando consistência e confiabilidade nos resultados.


