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Liderança na saúde ganha destaque no segundo dia do Fórum de Experiência do Paciente
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Palestra da Fator RH abre debates sobre gestão de equipes, comunicação e impacto direto no cuidado ao paciente
Por Ivan Trindade
Liderar na saúde vai muito além de coordenar equipes. Exige escuta, sensibilidade e capacidade de transformar o ambiente de trabalho em um espaço de cuidado, não só para o paciente, mas também para quem cuida. Esse foi o ponto de partida do segundo dia do II Fórum de Experiência do Paciente do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), realizado nesta quinta-feira (7), no Memorial JK.
A palestra do CEO da Fator RH, Fabrizzio Rosso, ganhou destaque com reflexões sobre liderança de alto impacto e mostrou como a forma de conduzir equipes interfere diretamente na qualidade da assistência prestada nas unidades de saúde.
“Trabalhar na saúde é compreender que é doação. É serviço. É vocação e atendimento dedicado de verdade ao paciente”, destaca.
Ao abordar a gestão de equipes, Fabrizzio reforçou a importância da escuta ativa e da comunicação no ambiente de trabalho. “Um grande líder é um grande decodificador de sinais, alguém que percebe até o que não é dito, dá retorno ao colaborador e resolve problemas puxando a equipe para andar junto, como um time”, afirma.
Segundo ele, fortalecer a comunicação entre os profissionais impacta diretamente a assistência prestada. “Feedback é o alimento dos times campeões”, completa.
Experiências que aproximam o cuidado
A programação também contou com o painel “Inspira Saúde: práticas que fazem a diferença no cuidado”, reunindo profissionais do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) e Hospital Cidade do Sol (HSol).
Durante o debate, os participantes compartilharam experiências do dia a dia e reforçaram a importância do vínculo com o paciente como parte essencial da assistência.
Para a analista de Humanização do HSol, Rainayra Rizzia, o cuidado vai além dos protocolos. “O que fica marcado para o paciente é o vínculo. Quando mostramos que nos importamos, ele se sente visto para além da doença”, frisa.
Cuidado que respeita a vida em todas as fases
No período da tarde, o debate avançou para um tema sensível e essencial: os cuidados paliativos. O painel reuniu especialistas que abordaram a importância de oferecer conforto, dignidade e qualidade de vida a pacientes com doenças graves.
Mais do que tratar a doença, os profissionais destacaram a necessidade de olhar para o paciente de forma integral, incluindo aspectos emocionais e o apoio às famílias.
Para a gerente-geral de Humanização e Experiência do Paciente do IgesDF, Anucha Soares, ampliar esse entendimento ainda é um desafio.
“Discutir cuidados paliativos é fundamental, porque muitas pessoas ainda não compreendem como esse modelo funciona. Ele leva qualidade de vida e cuidado até os últimos dias”, explica.
Tecnologia a serviço do acolhimento
A tecnologia também teve espaço na programação, com a palestra “IA na experiência do paciente: como escalar empatia com tecnologia”, ministrada por Tiago Serrano, CEO da Solucx.
A apresentação mostrou como ferramentas digitais podem ajudar a monitorar a satisfação dos pacientes e apoiar decisões mais eficientes, sem perder o foco no cuidado humanizado.
O painel “Desafios da gestão no cuidado centrado no paciente” encerrou o evento e reuniu gestores das unidades do IgesDF para discutir os obstáculos enfrentados na prática.
O debate destacou a importância de integrar equipes, alinhar processos e fortalecer uma cultura organizacional voltada à experiência do paciente.
Para a gerente de Práticas Assistenciais do Instituto, Fernanda Hak, transformar esse conceito em realidade exige mais do que intenção.
“Os desafios são muitos. Por isso, um evento como esse é essencial para discutir como sair do papel e colocar essas práticas no dia a dia”, avalia.
O superintendente de Qualidade e Melhoria Contínua de Processos do IgesDF, Clayton Sousa, ressaltou que o fórum também cumpre o papel de conectar práticas e inspirar melhorias.
“Aqui encontramos histórias que nos ensinam e nos motivam a melhorar. São exemplos que mostram que pequenas atitudes fazem grande diferença no cuidado”, acrescenta.
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